As comemorações do 150.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Guarda motivaram um debate a última reunião de câmara, com a oposição a exigir um maior esforço financeiro por parte do executivo municipal e o presidente da autarquia a defender a estratégia de articulação adotada.
António Monteirinho, vereador do PS, questionou se o executivo municipal iria atribuir um subsídio extraordinário para as celebrações do aniversário, referindo que a autarquia tem colaborado apenas com questões pontuais ao longo do ano.
Por sua vez, João Prata, vereador do PSD, focou a sua intervenção na necessidade urgente de equipamentos. O vereador defendeu que o município tem a obrigação de colaborar financeiramente na aquisição de uma nova ambulância, uma vez que a iniciativa própria da corporação para angariar fundos não foi suficiente para cobrir os custos elevados deste equipamento. Segundo o social democrata a câmara deveria garantir a verba em falta para aquisição de uma ambulância de transporte de doentes.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal da Guarda refutou as críticas, acusando a oposição de desconhecer o processo. O autarca sublinhou que a viabilização do protocolo estabelecido entre as associações de bombeiros e as 36 juntas de freguesia só foi possível graças ao acompanhamento direto da autarquia. Protocolo que vai permitir arrecadar verbas para a Associação Humanitária. Relativamente à aquisição da ambulância, o presidente esclareceu que o transporte de doentes tem rentabilidade associada e deve ser apoiado pelo Estado Central e pelo Ministério da Saúde. Defendeu que o foco do investimento municipal deve ser o equipamento de prevenção contra incêndios e intempéries, conforme tem sido feito nos últimos anos. Relembrou ainda que a articulação com as 36 juntas de freguesia já assegurou um financiamento de 72.000 € para a referida ambulância.


