A Direção Regional da Guarda e a Comissão Concelhia da Guarda do PCP realizaram, ontem, uma ação de protesto sob a forma de “buzinão” junto à rotunda da central de transportes da Guarda. A iniciativa, que teve início pelas 17 horas, visou denunciar a situação “insuportável” que os trabalhadores e a população enfrentam devido ao galopante aumento do custo de vida. Cesaldina Robalo, dirigente do PCP na Guarda, destacou que a agenda do Governo não corresponde à realidade vivida pelos portugueses, que se veem obrigados a “esticar os salários” para conseguirem pagar bens essenciais e chegar ao fim do mês. Entre as principais preocupações apontadas estão o aumento do cabaz alimentar, dos combustíveis, da habitação e dos transportes, além das carências nos serviços públicos de saúde e educação. A dirigente comunista afirmou que o país precisa urgentemente de um “outro rumo” e de uma “política alternativa”.
A dirigente exemplificou a gravidade da situação com os preços praticados nos mercados locais. Segundo Cesaldina Robalo, os aumentos salariais ocorridos no início do ano tornaram-se rapidamente obsoletos face à inflação acumulada. Com a proximidade do novo ano letivo, o PCP alertou também para o peso das despesas com material escolar no orçamento das famílias. A dirigente política recordou a proposta do partido para a gratuitidade dos manuais escolares e livros de fichas, defendendo que esta deve ser alargada para além do primeiro ciclo, de forma a garantir uma distribuição mais justa da riqueza.


