Esta unidade mantém uma vigilância rigorosa da qualidade das águas das praias fluviais e piscinas da região, na prevenção de riscos para a saúde e na deteção precoce de situações que possam comprometer a segurança dos banhistas. Ana Dionísio, técnica de microbiologia do LSP da Guarda, explicou à Rádio F que a monitorização das praias fluviais é regulada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o laboratório foca-se na quantificação de bactérias, Se os valores obtidos excederem os máximos admissíveis definidos pela APA, a praia poderá sofrer restrições de utilização. No que toca às piscinas, Ana Dionísio esclarece que o controlo segue normas da Direção-Geral da Saúde (DGS) e é ainda mais abrangente, sublinhando que existem periodicidades e valores paramétricos rigorosos a cumprir.
A eficácia deste sistema assenta também numa logística rigorosa de recolha de amostras. Técnicos de saúde ambiental das Unidades de Saúde Pública recolhem as amostras e transportam-nas em malas térmicas refrigeradas até ao laboratório para análise. O laboratório possui também técnicos certificados para a realização destas colheitas no âmbito do controlo.
Ana Dionísio reforça que as águas recreativas são altamente controladas. A técnica afirma que a comunidade pode estar “descansada e tranquila”, com a garantia de que estes espaços oferecem condições de segurança para o lazer.


