O Presidente do IPG, Joaquim Brigas, afirmou que a instituição reúne todas as condições para a transição para Universidade Politécnica, destacando o trabalho antecipado e rigoroso que coloca a Guarda na vanguarda deste processo no âmbito do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). A estratégia da instituição passou pela candidatura de seis unidades de investigação, das quais quatro obtiveram a classificação de “Muito Bom” com recursos próprios. Segundo Joaquim Brigas, o IPG preparou-se para os critérios mais exigentes. No entanto, este percurso enfrentou obstáculos externos. Joaquim Brigas revelou um episódio de “competição menos saudável” no território, em que um parceiro se recusou a formalizar o IPG como unidade associada junto da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), alegadamente por receio de que o Politécnico da Guarda viesse a oferecer doutoramentos.
Apesar deste contratempo, que o presidente classificou como um “choque” e uma “surpresa negativa”, o IPG conseguiu assegurar três programas de doutoramento, superando os requisitos necessários mesmo sem esse parceiro.
Entretanto, as regras para a passagem a Universidade Politécnica tornaram-se menos exigentes durante o processo, passando a requerer apenas uma unidade de investigação com “Muito Bom” e um doutoramento. Joaquim Brigas notou que, embora o IPG cumpra confortavelmente qualquer um dos cenários, a alteração das regras terá ocorrido para permitir a transição de outras instituições que, de outra forma, ficariam excluídas.
O presidente sugeriu ainda que, para além das normas técnicas, existem «outras influências que contam e que contam muito» nas decisões finais.


