A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda reagiu às manifestações ocorridas no na passada semana, em Trancoso, onde as populações de Reboleiro, Guilheiro e outras freguesias vizinhas protestaram contra o encerramento das suas extensões de saúde. Bruno Morrão, Diretor dos Cuidados de Saúde Primários da ULS da Guarda, explicou as razões por trás desta decisão, seguindo uma ordem de prioridades assistenciais e de gestão de recursos. Perante este cenário, a ULS optou por concentrar recursos na sede, uma infraestrutura que alberga 80% da população do concelho. O diretor defende que a centralização dos serviços permite uma melhor garantia assistencial do que o modelo anterior, em que o médico se deslocava apenas algumas horas às extensões de Guilheiro e Reboleiro. De acordo com o responsável, a estratégia de concentrar profissionais na sede já permitiu inclusivamente melhorar os indicadores de saúde das populações que anteriormente eram abrangidas pelas extensões encerradas.
Relativamente às críticas sobre a falta de diálogo, Bruno Morrão afirmou que as instituições locais, incluindo a Câmara Municipal de Trancoso e as Juntas de Freguesia, tinham conhecimento prévio desta reorganização.
O Diretor dos Cuidados de Saúde Primários expressou preocupação com o efeito negativo que estes protestos podem ter na fixação de novos médicos.

