A iniciativa, inspirada pelo caminho sinodal do Papa Francisco, reuniu diversas autoridades, instituições de vários setores e diversos autarcas do território da Diocese, e ainda a participação de uma membro da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, com o objetivo central de escutar contributos da sociedade civil e reforçar os laços de colaboração. Sob a pergunta de partida “Que atenções prioritárias se pedem à Diocese da Guarda no nosso território?”, o evento serviu como um espaço de diálogo e reflexão sobre o papel da Igreja na atualidade. No encerramento dos trabalhos, o Bispo da Guarda, D. José Miguel Pereira, partilhou uma reflexão profunda sobre os desafios e a missão da Diocese. O prelado destacou o modo como a sociedade continua a ver a Igreja como um parceiro de credibilidade e uma voz de cooperação.
O Bispo sublinhou que a Igreja deve continuar a ser o “primeiro espaço de proximidade” para os mais vulneráveis, incluindo idosos isolados, doentes e pessoas privadas de liberdade. Sobre a reorganização da Diocese, reforçou que as reformas pastorais não visam o abandono das aldeias, mas sim uma reconfiguração da presença, criando novas redes de proximidade onde os leigos terão um papel fundamental ao lado dos sacerdotes. D. José Miguel Pereira defendeu ainda que o cuidado com a espiritualidade é parte do “ADN” da Igreja e uma dimensão essencial de todo o ser humano, independentemente de ter fé ou não.
Um dos pontos marcantes da intervenção final foi a atenção dedicada aos jovens e à saúde mental. O Bispo associou o aumento de problemas de saúde mental ao sentimento de insegurança global, mencionando fenómenos como as guerras e as transformações climáticas, que deram origem ao que chamou de “ecoansiedade”.


