O Presidente da Federação Distrital da Guarda do Partido Socialista (PS), critica o atraso na nomeação de Manuel Fonseca como Vogal, para o Conselho de Administração da ULS da Guarda. Alexandre Lote, manifestou a sua estranheza e indignação face à demora do Governo em oficializar a nomeação de Manuel Fonseca como vogal do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda. O ex-autarca de Fornos de Algodres foi eleito para o cargo pelo Conselho Intermunicipal da CIM Beiras e Serra da Estrela há cerca de um ano e dois meses, mas continua sem assumir funções. Recorde-se que Manuel Fonseca foi o nome escolhido em conselho intermunicipal, o que segundo Alexandre Lote confere uma «legitimidade reforçada» ao nome indicado, tornando a falta de nomeação ainda mais incompreensível.
O líder do PS Guarda sugere que o bloqueio à entrada de Manuel Fonseca no Conselho de Administração da ULS tem contornos políticos. Segundo Alexandre Lote, começa a tornar-se evidente que a exclusão se deve «única e exclusivamente porque o Conselho Intermunicipal escolheu um autarca do Partido Socialista». Alexandre Lote classifica a situação como «inaceitável» e espera que a Comunidade Intermunicipal tome uma posição firme junto da Ministra da Saúde até ao final do mês de março.
Segundo o dirigente político, o Conselho de Administração da ULS está privado de um elemento essencial na ligação com as comunidades locais, o que pode dificultar a resposta às necessidades reais das pessoas do território.
Alexandre Lote rejeita ainda liminarmente a possibilidade de se realizar uma nova eleição para contornar o impasse. Para o presidente da Federação do PS, não seria «minimamente aceitável nem razoável» que se estivesse a ganhar tempo apenas para gerar condições que permitissem indicar um nome mais próximo das estruturas do PSD.


