Um dos incêndios deflagrou no dia 15 de agosto, perto da Aldeia de Santo António e alastrou-se para outras freguesias, nomeadamente Águas Belas, Vila do Touro, Quintas de São Bartolomeu, Baraçal, Rapoula do Côa, Cerdeira, Seixo do Côa, Badamalos, Pousafoles, Penalobo, Lomba e Bendada, Vale das Éguas e aproximou-se de aldeias do concelho da Guarda, como foram os casos de Pêga e Quintas de Gonçalo Martins e Miuzela, no concelho de Almeida.
Já no dia 16, num incêndio que começou perto de Sortelha, a população de Moita, Santo Estêvão, Quarta-Feira e Casteleiro, também viveram momentos de aflição.
O presidente da Câmara do Sabugal, Vítor Proença, refere que no concelho não há memória de um incêndio com esta dimensão. O autarca sublinha que os populares foram incansáveis e evitaram o que poderia ser uma catástrofe.
O presidente da Câmara do Sabugal diz que os prejuízos são incalculáveis, nomeadamente nas infraestruturas de comunicações que foram destruídas, bem como numa grande área de mato e floresta, equipamentos agrícolas e armazéns.
Vítor Proença lamenta também a falta de meios operacionais nas primeiras horas dos incêndios.
Algumas localidades viveram momentos de aflição, acrescenta o autarca. Nalguns casos houve a necessidade de confinar as populações. Em reunião de Câmara foi aprovado um voto de louvor à população.
Os levantamentos dos prejuízos já começaram a ser feitos. A Câmara está a dar apoios aos agricultores, nomeadamente comida para os animais.
Esta semana, e na sequência de numa reunião realizada em Trancoso com os ministros da Agricultura e da Coesão Territorial ficaram garantidos vários apoios às populações mais lesadas. Os serviços municipais também estão a assegurar que as populações possam receber apoios.


