As castanhas não vão ser lançadas do alto da igreja, para evitar aglomerações e vão ser distribuídas porta a porta, juntamente com o vinho.
O presidente da Junta de Freguesia, Luís Prata diz que, pelo segundo ano consecutivo, o evento, devido à pandemia, vai decorrer em moldes diferentes mas a tradição vai manter-se com um pequeno cortejo que vai levar castanhas e vinho aos moradores e cada pessoa terá de rezar pela alma da velha benemérita. O magusto já estava organizado de acordo com o formato original mas, devido à pandemia, vai decorrer como no ano passado, adianta Luís Prata. A mulher que deu origem à tradição, cujo nome se desconhece, deixou em testamento que naquele dia os habitantes rezassem pela sua alma. A tradição secular do ‘Magusto da Velha’, que a Freguesia pretende ver reconhecido como Património Imaterial, é considerada única no país e no mundo.
Remonta ao século XVII e teve origem numa doação feita por uma mulher abastada, cujo nome se desconhece, para que os habitantes de Aldeia Viçosa pudessem comer castanhas e beber vinho uma vez por ano.


