No final da sessão, os representantes das diferentes bancadas partidárias expressaram visões distintas sobre o rumo da gestão municipal, entre o apoio ao executivo e alertas sobre a execução de obras e o controlo financeiro.

José Valbom, do Nós Cidadãos (NC), destacou a normalidade democrática da sessão, sublinhando que a pluralidade de opiniões é um reflexo de uma sociedade plural. O deputado municipal reafirmou que a sua bancada continuará a dar o «natural e evidente suporte à presidência», considerando que a reunião decorreu de forma positiva.

Num tom mais crítico, Miguel Borges, do PS, justificou a abstenção do seu partido relativamente ao novo organograma da Câmara. O líder socialista apontou uma “incoerência” na estratégia do executivo, que há quatro anos havia decidido não ter chefes de departamento e agora propõe a criação de dois. O deputado desafiou o presidente a contratar, daqui a um ano, a mesma auditora externa para avaliar se este novo caminho é, de facto, o mais adequado.

Ricardo Neves de Sousa, do PSD, também manifestou reservas quanto à reestruturação orgânica, lamentando a ausência de indicadores que fundamentem a necessidade de um novo estudo. Contudo, o foco principal dos sociais-democratas prende-se com a revisão das Grandes Opções do Plano e a integração do saldo de gerência. O Social Democrata alertou para a ambição excessiva do orçamento, temendo que a Câmara não consiga concluir as obras financiadas pelo PRR antes do final do ano.

Pelo CHEGA, João Pedro da Silva salientou a aprovação da Variante do Cabroeiro como a “cereja no topo do bolo”. O partido votou favoravelmente a obra, reconhecendo a sua importância e dimensão para a Guarda, mas garantiu que será rigoroso na fiscalização para evitar “derrapagens orçamentais” que resultem em prejuízos para os munícipes.

Já Rui Abreu, da Iniciativa Liberal (IL), expressou preocupação com o “descontrolo orçamental” nalgumas contas da Câmara e da APAL. Apesar de se ter abstido em pontos relevantes para dar o “benefício da dúvida” ao executivo, o deputado reiterou que os liberais estarão atentos e acompanharão de perto a execução do orçamento e o seguimento da revisão orgânica.

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