O relatório foi à reunião de câmara para conhecimento de todo o executivo. O Presidente da Câmara Sérgio Costa revelou que o município tem pendente o recebimento de mais de 10 milhões de euros referentes a intervenções e obras já devidamente executadas. O montante em dívida envolve reembolsos do Governo central, de programas europeus e organismos do Estado, e com a ausência destes reembolsos há um desequilíbrio significativo da tesouraria o que provoca a degradação das contas do município. Sérgio Costa elencou os projetos em causa, que já estão concluídos, mas falta o reembolso da verba.
Sobre esta matéria, o vereador do PSD, João Prata, contestou a leitura da maioria, afirmando que os resultados financeiros do primeiro semestre não estão positivas e que a justificação não é aceitável, acusando ainda a maioria do agravamento do prazo médio a fornecedores. Sérgio Costa lamentou as críticas de João Prata, explicando que a dilatação do prazo médio de pagamentos é uma consequência direta da falta de liquidez provocada pelos 10 milhões de euros não ressarcidos. O autarca criticou ainda o social democrata por desvalorizar a importância dessa verba no contexto das finanças municipais durante a reunião de câmara.
Já o vereador do PS, António Monteirinho, sustentou que o relatório do primeiro semestre demonstra que município aumentou impostos, falhou na concretização de investimento e ao mesmo tempo registou uma subida nas despesas de funcionamento. O Presidente da câmara rejeitou categoricamente as acusações. O autarca assegurou que o município não aumentou nenhum imposto, justificando o crescimento da receita fiscal com a dinâmica da própria economia. Relativamente ao aumento aos custos com pessoal, o líder do executivo esclareceu que o montante decorre exclusivamente de obrigações legais, como atualizações salariais e progressões de carreira.


