A iniciativa juntou autarcas, médicos e várias entidades e foram apontados 13 pontos que podem ajudar a que regiões, como o interior do país, possam ter mais profissionais de saúde e, dessa forma, dar uma resposta mais adequada aos utentes. Em suma, o estudo refere que a crise de saúde no interior exige uma transformação estrutural, aponta medidas chave como a adaptação das carreiras médicas, hospitais diferenciados e inovação, uma fixação sustentável de médicos através de ecossistemas de apoio ou considerar a saúde no interior como um eixo de coesão e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.
Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos, referiu que este estudo está bem estruturado e contém medidas importantes para zonas com baixa densidade populacional.
Carlos Cortes desafiou o Governo a apresentar um plano de execução destas propostas, mas também pediu a colaboração das autarquias e dos conselhos de administração das várias unidades locais de saúde.
Aquele responsável reforça que poder político a desenvolver políticas a pensar nas pessoas, independentemente do local onde vivem.
Carlos Cortes adiantou ainda que os médicos têm que ter boas condições para se fixarem nos territórios de baixa densidade. Para que tal aconteça, o bastonário volta a falar nos incentivos por parte do poder central.
Carlos Cortes falou ainda do SNS, que amanhã celebra mais um aniversário e frisou que o Governo tem de apontar decisões que reforcem o Serviço Nacional de Saúde.
Após a intervenção de Carlos Cortes, coube ao vice-presidente da Câmara da Guarda, concluir a sessão. António Fernandes enumerou algumas medidas que o Município tem adoptado no sentido de atrair mais profissionais de saúde, nomeadamente as casas de função.


