Com a contratação de 13 novos médicos, a cobertura total é alcançada em 9 dos 13 concelhos da região. No entanto, a fixação de clínicos em zonas periféricas e rurais do interior continua a ser um desafio. O Diretor Clínico para os Cuidados de Saúde Primários da ULS da Guarda, Dr. Bruno Morrão, destacou que os novos médicos foram distribuídos de forma a cobrir listas de utentes que estavam a descoberto há já algum tempo, tendo sido colocados nos concelhos de Seia, Gouveia, Fornos de Algodres, Celorico, Manteigas, Guarda, Sabugal, Pinhel e Trancoso. Apesar do balanço positivo, persistem assimetrias e uma grande dificuldade em atrair médicos para os territórios mais isolados e de baixa densidade. Bruno Morrão explicou que cerca de 90% das opções dos recém-especialistas são condicionadas pelas suas circunstâncias de vida pessoal, como o apoio social familiar e as perspetivas de desenvolvimento regional. Esta realidade faz com que a maioria prefira vagas em grandes centros urbanos em detrimento das áreas mais rurais ou periféricas.
Esta preferência pessoal dificulta a fixação de profissionais nos restantes quatro concelhos da área da ULSG que continuam carenciados de clínicos. Em particular, concelhos como Vila Nova de Foz Côa, Almeida, Manteigas e Figueira de Castelo Rodrigo não registaram qualquer médico colocado.


