Após mais de um mês  sem qualquer solução após as tempestades que interromperam a circulação ferroviária a 11 de fevereiro, foi efetivado um transbordo rodoviário entre a Guarda e Abrantes. Esta medida, que deverá prolongar-se por, pelo menos, seis meses, acrescenta cerca de 30 minutos ao tempo de viagem e impossibilita o transporte de bicicletas ou de passageiros com mobilidade reduzida, por não permitir cadeiras de rodas, alerta Filipe Santos, presidente da Associação Move Beiras.

Filipe Santos alerta para o facto de as populações estarem a ser tratadas como passageiros de segunda e terceira classe. O presidente da associação destaca que a solução encontrada de paragens estava conforme o previsto no Plano Ferroviário Nacional. Esta decisão prejudica diretamente a mobilidade em cinco concelhos, Guarda, Sabugal, Belmonte, Manteigas e Penamacor.

Filipe Santos acusa a CP e a tutela de falta de Coesão Territorial e recorda que, noutros pontos do país, as respostas não tardaram tanto tempo.

O impacto desta interrupção prolongada é visto com grande preocupação, uma vez que afeta o dia a dia de estudantes, doentes que necessitam de se deslocar a consultas e famílias, além de prejudicar o turismo na região.

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