Sérgio Costa manifestou uma forte indignação face à falta de verbas governamentais para a reabilitação de estabelecimentos de ensino no concelho. O autarca admitiu a possibilidade de entregar a gestão das escolas de volta ao Estado Português, alegando que os municípios foram obrigados a aceitar competências em 2021 sem o devido suporte financeiro. O Presidente da Câmara da Guarda não gostou de ouvir a tutela governamental a referir que cerca de 70 municípios não terão acesso a financiamento para reabilitação escolar até 2030. No caso específico da Guarda, o autarca estima que sejam necessários cerca de 20 milhões de euros para intervencionar a Escola Secundária da Sé, a Escola Carolina Beatriz Ângelo e a Escola Santa Clara. O edil garante que o município cumpriu a sua parte, tendo aprovado os projetos de execução há quase dois anos e comunicado os mesmos à CCDR, mas lamenta a ausência de verbas por parte do Estado Central. No plano técnico, o Presidente assegurou que as equipas municipais já estão na rua a realizar paliativos para resolver problemas causados por um inverno muito rigoroso, nomeadamente a reparação de coberturas e o tapamento de buracos nas vias rodoviárias. Relativamente ao pavilhão desportivo da Escola da Sé, o autarca confirmou que a empresa responsável já foi notificada para corrigir as anomalias.
Já o vereador da oposição pelo PSD, João Prata, criticou a postura do Presidente, acusando-o de usar desculpas para problemas que são da responsabilidade direta da Câmara. O Social Democrata diz que é inaceitável o Presidente vir para a praça pública assacar responsabilidades ao Governo Central. Sérgio Costa reagiu às críticas de João Prata, lamentando que o vereador defenda a sua “elite partidária” em vez dos interesses da Guarda. O autarca reiterou a sua postura, afirmando que continuará a exigir o que é devido ao concelho, independentemente de quem esteja no Governo.

