Com a aproximação da segunda volta das eleições presidenciais as candidaturas de António José Seguro e André Ventura traçam estratégias distintas para conquistar o eleitorado local. Entre a procura pela estabilidade e o apelo à mudança, os representantes distritais anteveem uma disputa renhida. Do lado de António José Seguro, o mandatário distrital José Prata sublinha o “bom resultado” obtido na primeira volta, atribuindo-o ao facto de o candidato ser “sobejamente conhecido” na região e de ter protagonizado uma campanha “educada” e com “elevado sentido de responsabilidade”. A estratégia para a segunda volta já está em curso, com a intenção de a estrutura da campanha marcar presença nos 14 concelhos do distrito para ouvir as preocupações das populações. Além das ações de proximidade, está a ser planeado um comício de grande dimensão. Na região e está já confirmado o regresso de António José Seguro ao distrito, com a candidatura convicta de que vai vencer a segunda volta.
Para Nuno Simões de Melo, elemento de ligação da candidatura de André Ventura, os resultados da primeira volta demonstram que os guardenses veem o candidato “com bons olhos”, tendo obtido no distrito uma percentagem superior à média nacional. O otimismo da campanha baseia-se em resultados expressivos em concelhos como Vila Nova de Foz Côa e Sabugal, destacando-se o caso de Figueira de Castelo Rodrigo, onde o candidato ficou a apenas um voto de empatar com o vencedor. A expectativa para a segunda volta é de vitória, com a convicção de que André Ventura poderá vencer em vários concelhos do distrito. Existe ainda o esforço por parte da estrutura local para que o candidato regresse ao distrito da Guarda nesta segunda volta, reafirmando a importância das regiões do interior na sua agenda.


