O diferendo judicial de longa data entre as autarquias e o grupo Águas de Portugal permanece num impasse, com novos desenvolvimentos jurídicos a marcar a atualidade. De acordo com o Presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, houve recentemente uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo favorável aos municípios, embora o processo continue a andar devido a um novo recurso apresentado pelo grupo Águas de Portugal no final do ano passado.
Por outro lado, o vereador da oposição pelo PS, António Monteirinho, considera que mesmo que o tribunal dê razão à Câmara da Guarda, isso não significa o perdão total da dívida. Segundo o vereador, existe uma discrepância financeira que resultará sempre num valor significativo em dívida, o qual terá de ser pago ou negociado.
Na resposta, o autarca Sérgio Costa tem mantido uma postura de reserva estratégica, recusando-se terminantemente a avançar com valores específicos da dívida em público. O autarca justifica esta omissão com o receio de que qualquer dado quantitativo possa ser utilizado indevidamente em tribunal contra os interesses do município, considerando que falar sobre o tema na praça pública é contraproducente.


