Num discurso marcado pelo equilíbrio entre o que foi conquistado e os desafios futuros, o Diretor apresentou uma estratégia que visa transformar a escola numa instituição preparada para as exigências de 2030, recusando o imobilismo e a “zona de conforto”.
Primeiro e no balanço dos últimos quatro anos, José Carvalho destacou a robusta digitalização dos processos pedagógicos e administrativos, a criação e coordenação do consórcio Erasmus Gémeos, que envolve vários agrupamentos da região a colaboração com o Município da Guarda para garantir refeições escolares de qualidade e a revitalização das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC). Um dos maiores desafios identificados é a modernização do edificado. O Diretor sublinhou a necessidade urgente de adaptar edifícios de 1960 às exigências atuais, reivindicando bibliotecas dignas, espaços desportivos e de lazer. Implementar planos de acolhimento para alunos migrantes e recrutar técnicos especializados para crianças com necessidades específicas é outra das prioridades de José Carvalho. O diretor pretende ainda estabelecer um plano de modernização a médio e longo prazo com o Município da Guarda
Articular com a autarquia para que a rede “Guarda Tempos Livres” chegue finalmente ao agrupamento, é também uma exigência de José Carvalho, garantindo equidade para todas as famílias
Citando o Cardeal Tolentino de Mendonça, José Carvalho alertou para o desgaste e a “solidão social” dos professores, apelando ao cuidado com estes profissionais antes que a falta de docentes se torne irreversível. Da mesma forma, defendeu a renovação urgente do quadro de assistentes técnicos e operacionais, uma classe envelhecida e exausta.


