O Governo prepara uma reestruturação profunda no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que prevê a fusão de 13 centros de emprego e a extinção de 58 cargos de chefia a nível nacional. No centro das atenções na região das Beiras está a proposta de unir os centros de emprego da Guarda e da Covilhã, uma medida que está a suscitar fortes críticas por parte dos deputados eleitos pelo círculo eleitoral da Guarda.
A deputada do PS, Aida Carvalho, manifestou muita preocupação com o que classifica como uma redução substancial de serviços públicos no interior. Segundo a parlamentar, a estratégia deveria ser o oposto: “há serviços públicos que deviam ser ampliados no interior” e transferidos do litoral. Aida Carvalho confirmou ainda que o seu grupo parlamentar já enviou uma pergunta formal à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para confirmar se esta fusão irá avançar, alertando que tal medida irá agravar ainda mais as assimetrias regionais.
No mesmo sentido, o deputado do Chega, Nuno Simões de Melo, classificou a eventual transferência de serviços da Guarda para a Covilhã como mais uma facada no distrito. O deputado sublinha que a retirada de competências da sede de distrito contribui diretamente para o despovoamento, algo que prometeu combater. Embora reconheça a Covilhã como um centro de atração, em parte devido à universidade, Simões de Melo afirma que a Guarda não pode ser esquecida e revelou a intenção de questionar a tutela sobre este processo. No mesmo sentido, o deputado do Chega eleito pela Guarda, vai questionar a Ministra Maria do Rosário Palma Ramalho sobre esta matéria.
Tentámos também ouvir sobre este assunto a deputada do PSD eleita pelo Distrito da Guarda, Dulcineia Catarina Moura, mas a mesma não atendeu às solicitações da Rádio F.


