A Unidade Local de Saúde da Guarda assinala hoje o Dia Mundial do Livro com um reforço da sua iniciativa de Biblioterapia, um projeto que utiliza a leitura como ferramenta terapêutica para promover o bem-estar emocional e psicológico de utentes e profissionais. Criado a 14 de maio de 2025, o projeto assenta na ideia de que a literatura tem um impacto significativo na forma como as pessoas lidam com desafios de saúde. O médico João Barradas, um dos grandes impulsionadores da Biblioterapia na instituição, explica que a ULS Guarda decidiu implementar este projeto autonomamente, sem esperar por diretivas governamentais, com o intuito de dinamizar a leitura em contexto hospitalar. Atualmente, o projeto já conta com uma biblioteca solidária, constituída por doações, e sessões de leitura dinamizadas por voluntários em unidades como Oncologia, Cuidados Paliativos e o serviço de Medicina do Hospital de Seia, bem como os Polos de Gonçalo e Benespera USF Carolina Beatriz Ângelo.
Para celebrar a data hoje, o projeto vai passar por unidades ainda não aderentes, nomeadamente o serviço de Pediatria, a USF Lameirinhas, o serviço de convalescença do Hospital de Seia e o serviço de Medicina do Hospital da Guarda. O objetivo é que estas unidades passem a integrar o projeto de forma permanente, reforçado agora pela criação de uma comissão promotora da biblioterapia na instituição, reforça o João Barradas.
Segundo João Barradas, a iniciativa visa a humanização dos cuidados de saúde, procurando reduzir o isolamento e a angústia através da leitura de poesia, crónicas e textos inspiradores. O médico desafia a população a participar neste projeto, seja através da doação de livros ou na dinamização de sessões. A longo prazo, a meta é garantir que a biblioterapia não se limite aos hospitais, mas que se estenda a toda a rede de cuidados de saúde primários.


