A Câmara Municipal da Guarda aprovou, em reunião de executivo, a atribuição de um apoio financeiro de 1750 euros a cada junta de freguesia que participe no desfile do “Julgamento e Morte do Galo”. O valor, embora superior a anos anteriores, gerou debate entre a maioria e a oposição do PSD devido à sua insuficiência para a organização do evento. O presidente da autarquia, Sérgio Costa, sublinhou que este montante foi definido num processo de «reunião concertada» com as juntas de freguesia, onde se discutiu a necessidade de integrar mais equipas e pessoas para garantir um resultado final de maior qualidade. Para o autarca, o foco deve estar na renovação do evento, tendo inclusive lançado o desafio às freguesias para começarem a preparar o Carnaval de 2027, visando um planeamento a longo prazo.
Por outro lado, o vereador do PSD, justificou a abstenção por considerar o valor de 1750 euros «manifestamente insuficiente» e «modesto». João Prata sugeriu que o apoio fosse reforçado para os 2500 euros. João Prata defendeu ainda que o programa “Guarda Folia” necessita de ser organizado com maior antecedência e criatividade, envolvendo não só as freguesias, mas também associações e serviços municipais, de forma a tornar o espetáculo na Praça Luís de Camões «mais apetecível e concorrido» para residentes e visitantes.
Na resposta às críticas, Sérgio Costa classificou a proposta de aumento da oposição como «política barata», argumentando que o atual executivo quase duplicou o valor do apoio dado às freguesias em comparação com o que era praticado há quatro anos. O presidente recordou ainda que o vereador João Prata, enquanto antigo presidente de junta, participou no desfile durante vários anos com valores significativamente inferiores aos atuais sem apresentar reclamações.


