O Presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, aproveitou a cerimónia de tomada de posse do Diretor do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, para denunciar um défice anual de cerca de 1 milhão de euros que o município é obrigado a suportar para cobrir despesas de educação que o Estado central não transfere integralmente. O autarca afirmou que a autarquia retira esta verba do seu próprio orçamento para garantir serviços essenciais como aquecimento e manutenção, sublinhando que «a Guarda recusa-se a ser o banco do Estado».
Para além deste défice operacional, o autarca mencionou que o município tem prontos projetos de reabilitação para as escolas de Santa Clara, Carolina Beatriz Ângelo e a 3.ª fase da Secundária da Sé, orçados em 20 milhões de euros. No entanto, criticou o facto de estas obras estarem à espera de financiamento do Estado Central, afirmando que o município não possui tesouraria para avançar sozinho com tal investimento.
Ainda assim Sérgio Costa garantiu que o município está a prestar todos os apoios e obrigações que tem em matéria de educação no concelho.


