Um estudo divulgado pelo IPG sobre a caraterização das condições de habitabilidade na região, causou desconforto no seio dos autarcas da CIM Beiras e Serra da Estrela

Esse estudo revela que cerca de um terço dos habitantes das Beiras e Serra da Estrela vivem em condições indignas. Os dados e a própria divulgação caiu mal junto dos autarcas da região, ao ponto de marcarem presença num seminário publico que se realizou no Politécnico  da Guarda, sobre nova geração de politicas de habitação para o qual foi convidada a Ana Cruz, Diretora do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. Ora, foi no final da intervenção técnica da oradora convidada, que Esmeraldo Carvalhinho, autarca de Manteigas pediu para intervir e apelidou os resultados conhecidos, como fruto de um pseudoestudo que não foi apresentado previamente a quem o solicitou, o autarca chega mesmo a dizer,  «foi injusto imoral e desonesto» Esmeraldo Carvalhinho referiu que o município de Manteigas cumpriu com o que estava estipulado, mas deixa entender que a outra parte, o IPG, poderá ter cometido um erro ao divulgar este estudo em primeiro lugar à Comunicação Social.  O estudo refere que cerca de um terço dos habitantes das Beiras e Serra da Estrela vivem em condições indignas, Esmeraldo Carvalhinho, diz que este pode conter imprecisões.

Segundo Esmeraldo Carvalhinho, este estudo foi pedido pela autarquia de Manteigas para a caracterização habitacional do concelho, mas a notícia aponta para toda a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, algo que não caiu bem no seio dos autarcas como foi referido por Luis Tadeu, Presidente da CIM Beiras e Serra da Estrela, que também marcou presença nesta sessão pública. O autarca de Gouveia que presidente à CIM Beiras e Serra da Estrela referiu que a forma como tiveram conhecimento deste estudo, «não foi correto, responsável e não reproduz a realidade»

Na resposta o Presidente do IPG, Joaquim Brigas agradeceu a frontalidade dos autarcas e salientou a coragem daqueles que dão o primeiro passo para conhecer a realidade da região. Joaquim Brigas diz que os estudos realizados no IPG são objetivos e rejeita qualquer condicionamento, mas reconhece que há aspetos a melhorar parte a parte.

Já em comunicado e depois destas intervenções a Comunidade das Beiras e Serra da Estrela vem dizer por comunicado, que os autarcas «Não podem aceitar, assim, as conclusões do referido estudo e manifestam a sua indignação face à notícia em causa por constituir “Informação” errónea e sensacionalista.» (ouvir aqui)