Helicóptero do INEM terá sido obrigado a sobrevoar a cidade por largos minutos, por alegada falta da ligação da iluminação da Helipista da Guarda

Um Helicóptero do INEM terá sido obrigado a sobrevoar a Guarda, na noite de 6 de outubro, por largos minutos, uma vez que quando chegou à Helipista do Hospital Sousa Martins as luzes de aproximação ainda não estariam ligadas. Este meio aéreo foi solicitado pelo Hospital da Guarda, para fazer a evacuação de um doente que estava no serviço de urgência. Depois das 23 horas dessa noite, foi audível e visível um helicóptero a sobrevoar da cidade da Guarda por largos minutos, o que poderá ter sido por causa da falta da ligação da iluminação na Helipista da Guarda. Ao que apuramos a ligação iluminação, bem como a abertura da cancela da Helipista é feita pela segurança do Hospital da Guarda, quando solicitada pelo CODU, Centro de Orientação de Doentes Urgentes.

A Rádio F pediu esclarecimentos à ULS da Guarda, que referiu que o contato feito pelo CODU aconteceu às 23h39m, com o alerta da chegada do Helicóptero, altura em que alegadamente o HELI do INEM já estaria a sobrevoar a cidade da Guarda há vários minutos e a aguardar condições para aterrar. Nos esclarecimentos prestados por escrito a ULS da Guarda refere ainda que: «A essa hora [23h49m], contudo, já a Central de Segurança havia acionado a abertura da cancela e ligação das luzes da Helipista, após ter sido alertada pelo médico do serviço de Urgência sobre a eminência da chegada de um helitransporte que havia solicitado», sem no entanto especificar a hora a que esse procedimento aconteceu.

Também na fita do Tempo da Autoridade Nacional de Proteção Civil é possível verificar que só às 23h39m foi ativado um meio dos Bombeiros Voluntários da Guarda, para dar apoio a essa evacuação. O Helicóptero terá chegado aos céus da Guarda pouco depois das 23 horas e teve a necessidade de andar a sobrevoar a cidade enquanto foram reunidas as condições para aterrar. A Rádio F solicitou esclarecimentos ao INEM, entidade responsável pelo transporte e pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), mas até ao momento não obtivemos qualquer resposta.