Chaves Monteiro diz que ninguém ligado à Câmara da Guarda foi constituído arguido e que o município está a colaborar com a justiça

O presidente da Câmara da Guarda já reagiu ao fato do Município ser um dos 18 que foi alvo de buscas por parte da Policia Judiciária, no âmbito da Operação Rota Final. Nesta investigação estão envolvidas 18 câmaras municipais, onde se incluem também a de Pinhel e Almeida no distrito da Guarda. Também a casa do ex-presidente da Câmara da Guarda. Álvaro Amaro terá sido alvo de buscas domiciliárias. Em causa estão alegados contratos com a empresa de transportes Transdev. Num comunicado enviado à imprensa, a PJ referiu haver suspeitas de corrupção, tráfico de influências, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poder.

O presidente do Município da Guarda, Carlos Chaves Monteiro confirmou a presença dos elementos da judiciária e garantiu que o Município está disposto a colaborar para se apurarem a verdade dos factos. Carlos Chaves Monteiro não quis adiantar mais pormenores porque entende que tem de ser cumprida a regra do segredo de justiça. O autarca acrescentou que ninguém ligado à Câmara da Guarda foi constituído arguido e que o Município tem de colaborar com as entidades. Quanto aos contratos feitos com a Transdev, Carlos Chaves Monteiro garante que estão dentro da legalidade.

O autarca reforça que qualquer contrato feito com empresas que prestam serviços públicos é feito de acordo com a lei. Carlos Chaves Monteiro, que também é advogado mas com actividade suspensa, explicou que após a investigação podem ser constituídos arguidos ou o processo ser arquivado. (ouvir aqui)