O executivo da Câmara da Guarda aprovou, com a abstenção da vereadora do PS, a primeira revisão da estratégia local de habitação do concelho, mais direccionada para habitação social e no âmbito do programa Primeiro Direito. Nesta revisão já está plasmada uma auscultação que a Câmara fez às juntas de freguesias e a outras entidades, como a Diocese e as IPSS, que identificaram um conjunto de casas devolutas. A vereadora do PS, Adelaide Campos, justificou a abstenção porque considera que a Guarda entrou no marasmo em termos de habitação e reabilitação urbana e também porque o documento apresentado não é esclarecedor Adelaide Campos espera obter mais informações na próxima reunião do executivo.
Já os vereadores do PSD votaram favoravelmente. Ainda assim, Carlos Chaves Monteiro deixou alguns reparos e também pediu mais esclarecimentos por considerar que a Câmara perdeu a oportunidade de se candidatar a outros programas.
Após a reunião, o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa explicou que esta revisão da estratégia local de habitação apenas está focada na habitação social e, por essa razão, é diferente de outras candidaturas. O autarca adiantou que se trata de um investimento de 22 milhões de euros, até 2026, para a recuperação de 36 imóveis da Câmara e 38 entre juntas de freguesia e o chamado terceiro sector, que inclui a Diocese e as IPSS. Sérgio Costa diz que este é um grande desafio para todos os intervenientes. Antes desta revisão havia menos imóveis sinalizados. O autarca referiu que no centro histórico estão 28 edifícios para recuperação. No total são 74 imóveis em todo o concelho e que podem alojar 100 agregados familiares, dependendo também das tipologias adoptadas.


