Tratam-se de duas obras anunciadas há mais de uma década mas que nunca foram concretizadas na totalidade. Do IC 6 falta terminar a ligação entre a zona de Tábua e Folhadosa, no concelho de Seia, de onde sairia a ligação para a Covilhã. Já o IC 7 iria ligar a Folhadosa à A25, em Celorico da Beira. Os comunistas dizem que é inadmissível lançar para 2024 o início das obras para o troço Tábua – nó da Folhadosa e que é incompreensível a ausência de qualquer trabalho previsto para a ligação do nó da Folhadosa – A23, no Tortosendo. Carlos Veloso, do PCP da Guarda, defende que está na altura do Governo tomar medidas para beneficiar as populações do interior e lembra que também os serviços de saúde dependem muito deste troços, uma vez que há muitas deslocações para Coimbra. Carlos Veloso acrescenta que também há muitas pessoas que se deslocam, a nível profissional entre as várias localidades dos concelhos de Arganil, Seia, Gouveia, Celorico da Beira, Oliveira do Hospital e Coimbra e que perdem muito tempo porque circulam em estradas com poucas condições e acabam por fazer mais quilómetros. O PCP considera inadmissível que o IC6 não conste dos investimentos previstos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. Carlos Veloso considera que as verbas do PRR estão a ser mal aproveitadas.


