A ACRIGUARDA e as congéneres de Almeida e Sabugal, repudiam a decisão da Universidade de Coimbra em retirar a carne de vaca das cantinas

A ACRIGUARDA, bem como as congéneres de Almeida e Sabugal repudiam a decisão da Universidade de Coimbra em retirar a carne de vaca das cantinas. Foi uma posição concertada entre estas três associações que representam os agricultores e produtores de animais do distrito da Guarda. Em comunicado, manifestam a «estranheza e repúdio pelas declarações do Reitor da Universidade de Coimbra que demonstram um enorme desconhecimento da realidade agrícola e pecuária da Região e do País». Rui Matos, secretário da direção da ACRIGUARDA lembra que nesta região a maior parte da produção pecuária é biológica em regime extensivo. Rui Matos diz mesmo que a produção em regime extensivo é benéfica, a balança do CO2 é claramente favorável para o ambiente. O secretário da direção da ACRIGUARDA lamenta as declarações do reitor da Universidade de Coimbra.

Rui Matos lembra que o país apenas produz metade das suas necessidades e precisa de importar de carne, e nesse caso, a pegada ecológica aumenta devido ao transporte. Mas esta questão que tem gerado alguma controvérsia, pode trazer graves consequências aos produtores nacionais em regime biológico e integrado, como é o caso da região da Guarda. O secretário da direção da ACRIGUARDA, reitera que o consumo carne nacional produzida em modo biológico, beneficia positivamente pegada ecológica e também evita que estes territórios sejam abandonados, evitando por exemplo, os incêndios rurais, que emitem grandes quantidades de carbono para atmosfera. (ouvir aqui)