Com os votos contra do PS e PSD o orçamento da CMG para 2024 de 73,8 milhões de euros, foi rejeitado em reunião do executivo. Depois de duas horas de discussão e de explicações sobre as várias rubricas, os vereadores do PSD e do PS votaram contra o documento, mas há a possibilidade de serem feitas algumas alterações nas próximas semanas.

A oposição não se revê nas políticas do PG e quer ver projetos no terreno, como frisou o vereador social-democrata, Carlos Chaves Monteiro, que lamentou a falta de obra na Praça Velha. O vereador do PSD disse que não percebeu quais as obras que seriam concretizadas em 2024. Carlos Chaves Monteiro acrescentou que o trabalho do executivo em dois resume-se, e passo a citar, a pão e bolos. O social democrata considera que o presidente da Câmara devia estar empenhado no investimento, na criação de empresas e atração de famílias.

Já a vereadora do PS, Adelaide Campos referiu que o orçamento apresentado é “um bluff” e também centrou parte da intervenção na falta de obras na Praça Velha, acrescentando ainda que a criação da Cidade de Desporto e as políticas de atracão de jovens também não constam no documento. Contudo, Adelaide Campos não fecha a porta a outro tipo de votação e aconselhou o presidente da Câmara da Guarda a ouvir as outras forças políticas. Adelaide Campos foi mais longe e a firmou que o estado de graça de Sérgio Costa chegou ao fim, uma vez que o PS não quer ver a Guarda parada.

Também nas declarações aos jornalistas, depois de uma reunião que durou mais de 3 horas, o presidente da Câmara da Guarda acusou os vereadores do PSD e do PS de serem uma oposição ao futuro da Guarda e realçou que desde o dia 7 de Setembro que pediu contributos das várias forças políticas e que os vereadores do PSD e do PS nada enviaram. Sérgio Costa sublinhou que há várias rubricas programadas para 2024 e que constavam no orçamento, que podem estar em causa. O autarca falou ainda nas despesas correntes e atirou que a Câmara pode parar. Sérgio Costa está disponível para receber contributos para uma possível revisão do documento, mas frisou que o executivo vai governar com o próprio orçamento. O autarca vai refletir em tudo o que se passou na reunião do executivo e frisou, sem especificar, que todos os cenários estão em cima da mesa, deixando para mais tarde, mais pormenores. A partir de agora qualquer projeto está colocado e há vários cenários em equação.

Foi desta forma que o presidente da Câmara da Guarda reagiu ao chumbo do orçamento do município para o próximo, de 73,8 milhões de euros.

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