A sede e a presidência da CIM Beiras e Serra da Estrela foram abordadas na reunião do executivo da Câmara da Guarda

O presidente da Câmara da Guarda entende que não faz sentido que a sede da CIM Beiras e Serra da Estrela não seja na Guarda. O assunto foi abordado no final da reunião do executivo. Recordo que nos últimos quatro anos a Comunidade Intermunicipal teve uma liderança rotativa e teve a sede na cidade mais alta. Agora com o novo mandato autárquico poderá haver nova liderança e a questão da localização da sede também deverá ser discutida. Contudo, o presidente da Câmara da Guarda, acredita que a cidade vai continuar a ser a capital da CIM.

Álvaro Amaro até sugere que o PS da Guarda não se oponha a que a sede da CIM fique na cidade. Em causa estão alegadas exigências relacionadas com a liderança da Comunidade. O autarca não tem dúvidas de que a cidade da CIM vai ficar na Guarda mas já no que diz respeito à liderança da Comunidade Intermunicipal continua, tal como há quatro anos, a haver dúvidas. A presidência pode ser rotativa e já se ouve falar de que o autarca da Covilhã, o socialista Vítor Pereira quer ficar no cargo, o mesmo acontecendo com o presidente da Câmara do Fundão, o social-democrata Paulo Fernandes.

É aqui que começam as alegadas influências das estruturas distritais dos dois partidos. Álvaro Amaro diz que não faz sentido que os autarcas aceitem ordens partidárias. É que se não houver consenso, diz a lei que a liderança fica com o autarca mais velho. O presidente da Câmara da Guarda até pensava ter mais idade que os restantes mas foi-lhe dito que o autarca de Belmonte, o socialista Dias Rocha, tem mais um ano.

O assunto também foi abordado pelos vereadores do PS. Eduardo Brito também defende que a Guarda deve continuar a ter a sede da CIM e que não deve haver disciplina partidária. O socialista só não sabe o que pensam os presidentes de câmara eleitos pelo partido socialista acerca desta matéria e acrescenta que é um ato de solidez política que a Guarda continue a ser a capital da região. Quanto à liderança, Eduardo Brito defende apenas um presidente durante o mandato.

Para já parece ainda não haver entendimento quanto à presidência da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e se não houver consenso será o autarca mais velho, em termos de idade, a assumir esse papel, neste caso o presidente da Câmara de Belmonte.

No caso da CIM Viseu Dão Lafões também não houve consenso e o presidente da Câmara de Carregal do Sal assume provisoriamente o lugar. Quanto à sede é provável que continue na Guarda. A próxima reunião da CIM está marcada para dia 16.