Os sócios da Associação Comercial da Guarda chumbaram a proposta da venda da sede do edifício da ACG

Os sócios da Associação Comercial da Guarda reprovaram a proposta da venda da sede do edifício, cuja verba seria para pagar as dívidas da Associação que, segundo o presidente, Miguel Alves, rondam os 450 mil euros.

A Assembleia-geral chegou a ter momentos mais acalorados, ao ponto de haver críticas e insultos à direção. No ponto único da sessão, que era a venda do edifício, a proposta foi reprovada por maioria, com 15 votos contra, 4 a favor e 5 abstenções.

No final e na conversa com os jornalistas, Miguel Alves admitiu que a situação da Associação ficou ainda mais grave, com esta decisão dos associados. Contudo, garante que, em breve, os sócios vão ser chamados para uma nova assembleia. Miguel Alves garante que o edifício não está penhorado e explica que o valor apresentado ainda está a ser alvo de discussão. Com esta decisão dos associados, o presidente da Associação Comercial da Guarda admite que possam surgir credores ou fornecedores a pedirem a insolvência da Associação.

Outra questão em coma da mesa foi a prestação de contas. Miguel Alves justificou que a Associação não tem disponibilidade financeira para mandar fazer o relatório e contas.

O dirigente falou também da ação que tem contra a Associação, onde reclama ser também credor. Miguel Alves explicou que não tem de ser paga no imediato e referiu que meteu dinheiro do seu próprio bolso para garantir o pagamento de uma dívida às finanças e segurança social.

Contas feitas e segundo Miguel Alves, o valor da dívida é de 450 mil euros e o edifício está avaliado em 721 mil euros.

Na Assembleia-geral não apareceram muito associados mas o ambiente esteve tenso, com muitas críticas à gestão da direção. Miguel Alves defende que os sócios são livres para fazerem as críticas que entenderem, mas também acrescenta que depois do que se passou, tem de haver uma reunião com carácter de urgência da direção.