Ordem dos Enfermeiros entende que o rácio entre profissionais de enfermagem e o número de camas no Hospital da Guarda, “são minimamente seguras na maior parte dos serviços”

A Ordem dos Enfermeiros diz que a redução de camas no hospital da Guarda não prejudica a qualidade de cuidados prestados aos utentes, mas adianta que os enfermeiros estão no limiar das suas capacidades. A decisão de redução do número de camas no hospital da Guarda, aquando da passagem para as 35 horas, tem gerado bastante polémica e controvérsia, a Rádio F ouviu a posição da Ordem dos Enfermeiros, através de Bruno Coelho, que é vogal do conselho de enfermagem da seção regional do centro da Ordem. O enfermeiro começa por dizer que a passagem para as 35 horas é da mais elementar justiça, corrigindo uma injustiça que afetava os profissionais em contrato individual de trabalho.

Bruno Coelho diz que já antes da passagem às 35 horas, havia uma grave carência de enfermeiros, pelas contas da Ordem eram necessários mais 100 enfermeiros na ULS da Guarda. O enfermeiro refere que já antes de 1 julho havia dificuldades na realização de escalas, ainda assim Bruno Coelho refere que os rácios do número de profissionais/utentes [dotações seguras],estão no limiar da segurança. O vogal da seção regional do centro da Ordem dos Enfermeiros diz que com a passagem às 35 horas são necessários cerca de 40 enfermeiros para suprimir este ajuste do número de horas.

Quanto à decisão da redução do número de camas, Bruno Coelho considera-a a aceitável, na ótica de manter a qualidade dos serviços prestados. O vogal do conselho de enfermagem da seção regional do centro da Ordem dos enfermeiros garante que com a redução de camas no Hospital da Guarda, os utentes não saem prejudicados na qualidade dos serviços prestados, mas reconhece que as listas de espera podem vir a aumentar.

Por fim, Bruno Coelho apela a todos os profissionais da classe, que denunciem falhas nas Dotações Seguras, recorrendo às ferramentas que a ordem disponibiliza, bem como junto da Direção Geral de Saúde.