Mulher confessou no Tribunal da Guarda ter morto o próprio filho em casa, na Catraia do Sortelhão

Uma mulher acusada de matar o filho de 11 anos confessou hoje o crime, no Tribunal da Guarda, mas alegou que o fez porque “ouvia vozes” e estava na sua cabeça “fazer isso” para o proteger.

O crime ocorreu no dia 12 de Setembro do ano passado, na residência da família da arguida, no lugar de Catraia do Sortelhão, freguesia de Santana d´Azinha, no concelho da Guarda, quando a mulher de 47 anos, desempregada, que sofria de depressão, decidiu matar o filho, asfixiando-o com um cachecol, tomando comprimidos para também colocar termo à própria vida.

A arguida, que se senta no banco dos réus acusada de um crime de homicídio qualificado, foi detida pela Polícia Judiciária da Guarda em 19 de Outubro de 2017. No dia do crime foi internada no serviço de psiquiatria da Unidade Local de Saúde da Guarda e só teve alta naquela data, após o que permanece em prisão preventiva.