Joaquim Carreira ameaça apresentar queixa por causa das obras nos antigos Paços do Concelho, Álvaro Amaro diz que o socialista não tem autoridade para o inibir de fazer o que quer que seja

O deputado do PS na Assembleia Municipal da Guarda, Joaquim Carreira ameaça apresentar uma participação na Direcção Geral do Ministério da Cultura se as obras dos antigos paços do concelho, na praça Luís de Camões, violarem as normas dos centros históricos. O assunto motivou uma acesa discussão entre o autarca da Guarda e o ex-vereador socialista. Joaquim Carreira começou por dizer que as obras anunciadas para o largo João de Deus não fazem qualquer sentido e que Álvaro Amaro não respeita a história da cidade e que tenta enganar a população através de político espectáculo, pedindo ainda o parecer técnico do Ministério da tutela relativo a esta intervenção. Joaquim Carreira criticou ainda as obras nos antigos paços do concelho, alertando para o facto de haver uso de alumínio e a remoção de ferro forjado. O socialista diz que estas opções põem em causa a governação do autarca. O deputado do PS na Assembleia Municipal da Guarda, Joaquim Carreira garante apresentar uma participação na Direcção Geral do Ministério da Cultura se as obras dos antigos paços do concelho, na praça Luís de Camões, violarem as normas dos centros históricos.

Na resposta, Álvaro Amaro desafiou Joaquim Carreira a apresentar queixas, uma vez que também irá discutir os projectos que Joaquim Carreira terá feito para a Câmara da Guarda e que não terão sido executados. O autarca acrescentou que o socialista não tem autoridade para o inibir de fazer o que quer que seja. Quanto ao pedido do parecer técnico do Ministério da Cultura relativo a esta intervenção, Álvaro Amaro diz que ainda não existe porque a Câmara não tem o projecto.

Na defesa da honra, Joaquim Carreira voltou a usar da palavra para dizer que apenas fez 4 projectos para a Câmara da Guarda e acusou Álvaro Amaro de ser um político á moda antiga.

Álvaro Amaro também respondeu para reforçar que os projectos que o arquitecto fez para a Câmara da Guarda nunca foram executados e reforçou que o muro do largo da misericórdia pertence á história de 1949.