Expressões como: “tontarias da política”, “vira o disco e toca o mesmo” e “truques de meia tijela”, foram utilizadas no briefing com os jornalistas, depois da última reunião do executivo da Câmara da Guarda

Na reunião de Câmara desta semana falou-se, entre outros assuntos, do orçamento participativo de 2017, da criação do Conselho Municipal da Juventude e daquilo que os vereadores do PS consideram ser pouca atratividade do Politécnico da Guarda para atrair alunos. O presidente da Câmara da Guarda informou que a obra vencedora do orçamento participativo vai a concurso na próxima semana porque houve um atraso no projeto e que o Conselho Municipal da Juventude está a ser criado. Já quanto à entrada de alunos no IPG, Álvaro Amaro considera que o número até acaba por ser razoável tendo em conta a diminuição de candidaturas a nível nacional.

No habitual brieffing com os jornalistas, após a reunião, o vereador do PS, Eduardo Brito referiu que a Câmara devia apostar aumentar o financiamento para o IPG. O socialista acrescentou que a maioria gasta mais no SUNSET do que nos apoios ao Politécnico.

Confrontado com esta declaração, Álvaro Amaro justificou que os vereadores do PS andam afastados da realidade e que por essa razão é que os resultados nas autárquicas foram o que foram e recusa-se a comentar o que considera ser “tontarias da política”. O presidente do Município ironizou para dizer que até teve pena de não ter estado no SUNSET.

Já o vereador do PS, Pedro Fonseca acusou a maioria de não dar respostas concretas às perguntas feitas pela oposição. O socialista diz que o discurso do presidente da Câmara é “vira o disco e toca o mesmo”.

Nesta questão, Álvaro Amaro diz que gosta de música, mas que não percebe muito de virar discos e acusou os vereadores do PS de não falarem nas reuniões e de terem outra postura na conversa com os jornalistas. O autarca diz que não dá importância a “truques de meia tijela”. O presidente da Câmara da Guarda diz que não é bonito que os vereadores do PS não falem nas reuniões e adoptem outra postura no brieffing com a comunicação social. Os socialistas acusam a maioria de não dar respostas concretas às questões levantadas e de falta de apoio ao ensino superior.